O Bode na sala e a Nova Desordem Mundial
Nos idos de 2020 em plena pandemia da Covid-19, o norte-americano tirava o bode da sala de lá, elegendo Joe Biden. Em terras tupiniquins, o sul-americano aplaudia as sandices também conhecidas por mitadas do bode de cá. Todavia, as pessoas se esquecem com facilidade dos fatos, nesses tempos de modernidade liquida e o norte-americano colocou novamente o bode na sala. O Bode de cá também foi deposto nas urnas e a nossa sala deu lugar a um outro bicho.
O bode de lá, com atitudes nada republicanas, confunde o
público com o privado e faz o seu governo ao sabor das suas convicções
ideológicas e de idiossincrasias pessoais, utiliza os meios que dispõe para
fazer valer a sua vontade, a sua visão de mundo. Inaugurou uma nova era.
Durante a Velha Ordem Mundial, auge da Guerra Fria, (décadas
de 1960 e 1980), os Estados Unidos e a União Soviética acumularam arsenais
nucleares tão vastos que especialistas estimavam que o poder de destruição
combinado poderia destruir o planeta diversas vezes — algumas estimativas
apontavam para até 10 vezes ou mais.
Essa ideia ficou conhecida como "destruição mútua
assegurada" (MAD – Mutually Assured Destruction), um conceito
estratégico baseado na capacidade de cada lado retaliar com força suficiente
para aniquilar o outro, mesmo após um primeiro ataque.
Nova Ordem Mundial, eis que surge um bode e substitui a Guerra
Fria pela insana Guerra Tarifária. Está inaugurada a Nova
Desordem Mundial. Enquanto isso, o animal que está na nossa sala e se
assemelha mais com outro bicho, segue com suas bestialidades meio a bravatas e
trapalhadas; súditos do bode de cá, já fora da sala e ameaçado de ir para o
cativeiro, aplaudem a um espetáculo mambembe que seria cômico se não fosse
trágico. No próximo ano o Brasil terá mais uma oportunidade de mudar
a sua sala. Rogo ao Pai Celestial que nos ilumine para que o próximo animal a
ocupá-la seja um ser pensante e não ruminante.
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